terça-feira, 24 de agosto de 2010

Da deusa grega da caça

Ultimamente não são poucas minhas decepções com as relações político-afetivas no Movimento Estudantil. A racionalidade proveniente das relações políticas gera pessoas que elevam suas relações afetivas a uma dimensão negra e pegajosa.
Não suporto mais as pessoas que se entreolham por divergências políticas, enquanto não veem as confluências mais essenciais, especialmente a de serem todos seres humanos sujeitos a erros e vacilos. Ao contrário, vejo, na esquerda, uma desunião por métodos, enquanto não veêm que na essência, no principal são todos em geral partidários das mudanças sociais que defendem: o combate a opressão, sociedade realmente igualitária e democrática, isso tudo para que as pessoas possam ser mais felizes.

Bom, nesse cenário de frustração e decepção, olho a imagem da musa que mora na minha mente e sonhos há anos. Da pessoa que talvez tenha mais amado na vida, talvez pelo mesmo motivo de ter sido esse amor tão platônico em sua maior parte do tempo.
A vida nos separou e tentou a todo custo retirar esse gostar de meu peito, mas não consigo deixar de sentir tamanha ternura pela imagem amada.

Sinto que esse gostar é uma nostalgia que carece de explicação e que me remete a alguma coisa morna e carinhosa que nunca senti em outros braços que não os dela. Não sei direito, mas gera um misto de saudade, dor e de tranqüilidade que em um mundo de tanta sujeira, encontrei coisa tão bela!

Hoje assisti o último filme que saiu sobre Woodstock, e fiquei extasiado com a visão do que foi o sonho do movimento Hippie. Ao assistir tudo aquilo deu uma vontade de apenas... relaxar e ser feliz curtindo a presença dos semelhantes, dos amigos, da família, etc. Talvez por isso fiquei mais sensível aos apelos do passado.

Mas, o que queria expressar era essa gratidão, gratidão por esse sentimento bonito que essa lembrança me traz e que espero que mais que mera embrança, um dia possa transfigurar em abraço essa ternura.

No dia que a política conseguir abandonar uma falsa e suposta racionalidade completa, e entender essa dimensão doce e presente de nossa afetividade, quem sabe a gente consiga fazer movimentos sociais que se pautem humanos, pela sua mera humanidade, e não exclusivamente por suposta racionalidade...

=)

4 comentários:

Arthemisa Gadelha disse...

Que sentimento lindo! Será que é meu? rs
Precisamos nos reconfortar em lembranças que nos fazem bem, que nos dá a sensação de segurança...talvez seja isso!

Mais loge já estivemos, o sonho do reencontro com certeza está mais próximo.

Amo você!

Arthemisa Gadelha disse...

Que sentimento lindo! Será que é meu? rs
Precisamos nos reconfortar em lembranças que nos fazem bem, que nos dá a sensação de segurança...talvez seja isso!

Mais loge já estivemos, o sonho do reencontro com certeza está mais próximo.

Amo você!

Jivago Meira disse...

no fim de tudo o ser humano é egoísta!

George Martins disse...

A desilusão com o movimento estudantil, e não só com ele, como com vários outros, não é exclusividade do autor deste texto, acredito!
Não sou simpatizante dos que acham que os fins justificam os meios, mas se os fins são sempre os mesmo, não consigo entender pra que um meio tão eninhado, confuso e distante um do outro.

A juventude se destaca por sua força aguerrida, sua cara de pau, mas é vulnerável por ainda estar aprendendo a fazer política e se influenciar fácil em alguns momentos.