sábado, 17 de julho de 2010

Aquilo que nos compete

O coração e a boca vermelhos-magma
E se o Céu suava
Aquele frio os esquentava

Caminhavam longa e pausadamente
E se no horizonte, não surgia o eternamente
É porque vivíamos apenas o finitamente

Quando Baco transformou a uva em vinho
Fez-se entre os homens enorme burburinho
Anúncio de futuros carnavais

E da mistura de dor, da paixão e da alegria
Surgiu o Brasil de folia
Compaixão dos deuses à nossa realidade
Deixemos, então, essa nobre-pobre tropicalidade
entoar seu culto donisíaco
Sejamos apaixonados, loucos
Lúcidas, bacânticas
Santos e maníacos

Oh, Brasil de brasileiros
Paraíba de damas e cavalheiros
Sejamos aquilo que nos compete ser!

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Ainda há pouco, meio que de improviso...

Um comentário:

Arthemisa Gadelha disse...

O improviso só mostra o quanto tu és talentoso!

Bjin:)