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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Tarde demais

Nós, humanos, sempre entendemos tarde demais as coisas.
Talvez por isso existam historiadores; sempre atrás de compreender um pouco mais aquilo que passou - mesmo que a hora "H" tenha já passado.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Beijo Gay na TV

Engraçado como a TV está em evidência como pólo de disputa das "representações sociais" como esse lance do Beijo Gay... Fico pensando se as pessoas lembram que a maior luta não é para aparecer na TV, mas para que o beijo ocorra nas ruas... Lutar apenas por "direitos virtuais" é bobagem, né?
(sou chato mesmo..)

De qualquer forma, vi algo legal sobre essa campanha nesse link:

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Re-pensando os horizontes do CINEFAGIA

"O Neo-Realismo italiano e a Nouvelle Vague são possivelmente os movimentos mais importantes de revigoramento do cinema na segunda metade do século passado. Ambos são diretamente originários do cineclubismo, da organização do público com vistas à participação crítica no processo cinematográfico, que levou à contestação das formas estabelecidas e à proposição criativa de novas. A partir dessas duas correntes, em maior ou menor medida, e através também dos cineclubes e algumas outras formas de reunião de jovens e cinéfilos, multiplicaram-se pelo mundo vários outros movimentos, que criavam, afirmavam, reformavam os cinema nacionais. E, por sua vez, influenciavam o cinema mundial. Foi muito claramente o caso do Cinema Novo brasileiro, mas igualmente de uma onda latino-americana que hoje denominamos Nuevo Cine, impulsionada, além do nosso, principalmente pelos cinemas de Cuba, da Argentina e do México. Também aconteceu na Tchecoslováquia, na Polônia, na Hungria. Na África árabe, principalmente no Egito, afetando os países do Magreb, e ao sul, à medida que avançava a independência das ex-colônias européias, também o cinema africano negro dava seus primeiros passos, quase sempre a partir de grupos cineclubistas. O cinema asiático, por sua vez, praticamente desconhecido no “Ocidente”, passou a dialogar com o cinema mundial através da atividade dos cineclubes ." ( http://cineclubes.org.br/tiki/HIST%C3%93RIA+DO+CINECLUBISMO )

Esse texto faz uma boa retomada da história do cineclubismo, acho que é uma boa leitura inicial para a gente discutir as bases do que foi/é/ e o que queremos com um Cineclube - conseguindo horizontes mais de fundamentação mais consistentes do CINEFAGIA.

Essa citação já é de mais da metade a frente do texto, quando saído da década de 1920 o autor chega no Pós-Segunda Guerra Mundial chamando a atenção para esses dois movimentos cinemotográficos que são oriundos de uma cultura cineclubista e que renovaram o cinema mundial, lançando importantes influências ao Cinema Novo Brasileiro.

sábado, 2 de outubro de 2010

the brilliant green~~ goodbye and good luck [HD]

É um pouco como me sinto hoje. A música é bonita, não é apenas uma questão de se identificar com a situação da letra... Realmente gosto dessa banda e dessa performance em especial.
Mas, ao mesmo tempo, também sinto com se fosse nevar, numa noite gelada de inverno, também olho para trás, para os bons momentos e sinto medo do que virá...

Not feeling so good these times.. =(

(há o link para a tradução da letra no final da postagem)



Goodbye and Good Luck

It's likely to snow tonight
I gazed out of the window
"Goodbye and good luck my friend"

She said to me "Will you come/"
I didn't know whether to stay or go
I wish I could be there someday

Yes I think it's all right
She'll make out fine with no mistakes

Looking back on the good old days
We had a long talk about it
We were awake through the night oh yeah

I'll miss you very much if you move
I want to go there with you
My dream will come true someday

Yes I think it's all right
She'll make out fine with no mistakes

I wonder if it will be fine
Will be fine tomorrow
In the cold winter night I say

Goodbye and good luck to you yeah
I wish to go there
Oh see you again

I thought of the happy days
When I was in our dream
Yeah see you again
The snow whispers down wo yeah

Fall went quickly and X'mas
Come too soon It's time you went
I wish you good luck my friend

Looking back on the good old days
I cried till my eyes dried
I'm going to miss you

Yes I think it's all right
She'll make out fine with no mistakes

I wonder if it will be fine
Will be fine tomorrow
In the cold winter night, I say

Goodbye and good luck to you yeah
I wish to go there
Oh see you again

I thought of the happy days
When I was in our dream
Yeah see you again
The snow whispers down wo yeah

Say "Goodbye and good luck"
I'm with you all the way
Oh see you again

I thought of the happy days
When I was in our dream
Yeah see you again
The snow whispers down wo yeah

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Da deusa grega da caça

Ultimamente não são poucas minhas decepções com as relações político-afetivas no Movimento Estudantil. A racionalidade proveniente das relações políticas gera pessoas que elevam suas relações afetivas a uma dimensão negra e pegajosa.
Não suporto mais as pessoas que se entreolham por divergências políticas, enquanto não veem as confluências mais essenciais, especialmente a de serem todos seres humanos sujeitos a erros e vacilos. Ao contrário, vejo, na esquerda, uma desunião por métodos, enquanto não veêm que na essência, no principal são todos em geral partidários das mudanças sociais que defendem: o combate a opressão, sociedade realmente igualitária e democrática, isso tudo para que as pessoas possam ser mais felizes.

Bom, nesse cenário de frustração e decepção, olho a imagem da musa que mora na minha mente e sonhos há anos. Da pessoa que talvez tenha mais amado na vida, talvez pelo mesmo motivo de ter sido esse amor tão platônico em sua maior parte do tempo.
A vida nos separou e tentou a todo custo retirar esse gostar de meu peito, mas não consigo deixar de sentir tamanha ternura pela imagem amada.

Sinto que esse gostar é uma nostalgia que carece de explicação e que me remete a alguma coisa morna e carinhosa que nunca senti em outros braços que não os dela. Não sei direito, mas gera um misto de saudade, dor e de tranqüilidade que em um mundo de tanta sujeira, encontrei coisa tão bela!

Hoje assisti o último filme que saiu sobre Woodstock, e fiquei extasiado com a visão do que foi o sonho do movimento Hippie. Ao assistir tudo aquilo deu uma vontade de apenas... relaxar e ser feliz curtindo a presença dos semelhantes, dos amigos, da família, etc. Talvez por isso fiquei mais sensível aos apelos do passado.

Mas, o que queria expressar era essa gratidão, gratidão por esse sentimento bonito que essa lembrança me traz e que espero que mais que mera embrança, um dia possa transfigurar em abraço essa ternura.

No dia que a política conseguir abandonar uma falsa e suposta racionalidade completa, e entender essa dimensão doce e presente de nossa afetividade, quem sabe a gente consiga fazer movimentos sociais que se pautem humanos, pela sua mera humanidade, e não exclusivamente por suposta racionalidade...

=)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Semestre corrido, mas Virado!

Esse semestre está extremamente corrido, entrei em muitas atividades, e às vezes fico pensando que não sobreviverei às semanas que virão. No entanto, conforta saber que as atividades valem a pena e que muita coisa está por vir seja a nível acadêmico, político ou mesmo afetivo.

Assim, queria chamar atenção para um evento da semana passada que marca uma virada na situação política da UFPB desde que entrei no Movimento Estudantil: nós da chapa VIRAMUNDO ganhamos as eleições para o DCE/UFPB 2010.

Essa chapa montou-se sob ampla frente de esquerda que aglutinou diversos estudantes indepentes - como eu -, e outros organizados em coletivos como o Levante, ANE-L, CONJUNTO ou em partidos como PSTU, PCR, Consulta Popular, e até o PT (embora bem minoritário).

O caráter da chapa é de unidade, o que achei um grande avanço na situação política daqui, que desde Dezembro de 2008 não via tamanha unificação das lutas. É bom participar de reuniões grandes, com opiniões diversas e vendo muita vontade de mudar a situação da UFPB e da educação brasileira - e da sociedade em geral - nos rostos dos militantes do movimento, isso estimula demais, especialmente em um momento em que o tamanho marasmo do ME me tentava a abandonar esse método de luta.

Espero que essa página não seja apenas virada, mas que o ViraMundo, revire a universidade como um todo, ou seja: realize formações, eventos, integre os estudantes da UFPB, seus cursos, CA's e as lutas; que paute o combate as opressões, que defenda à universidade pública, ma que vá além das lutas essencialmente políticas, também discutindo a academia; que garanta tratamento adequado aos arquivos da entidade que se encontram há muito abandonados, que pressione a reitoria a utilizar bem as verbas, que exponha as má utilizações de recursos na UFPB. Ou seja, há muita coisa ainda para se fazer e discutir... É uma jornada longa, que precisa de muito trabalho e que espero que essa unidade forneça o pique que precisamos para realizar um bom exercício político no Diretório Central dos Estudantes.

Estou bem otimista e feliz com as ações da ANE-L, Levante e Conjunto especialmente.

Vamos ver qual será o futuro dessa chapa... Semestre que vem, mudarei um pouco os planos para tentar contribuir melhor com esse processo... Esperança, acho que é bem esse o sentimento atual.

Até breve!

domingo, 27 de setembro de 2009

Atualizando

Muito, muito tempo que não posto.
Na verdade, tenho alguns textos pendentes e espero poder trazê-los para cá o mais brevemente possível.
Bom, tendo em vista a necessidade de me justificar para algum leitor do blog, quero só dizer que a falta de atualização se deve a duas coisas: maior atividade no Movimento Estudantil e trabalho, ou seja: falta de tempo.

Esses tempos deparei-me com a FEMEH (Federação do Movimento Estudantil de História), e parece que ali tem uma boa oportunidade de construir lutas efetivas. Conheci gente do Brasil afora e foi gratificante ver que tem bastante gente interessada em construir um Movimento Estudantil forte e combatente, tendo em vista a preocupação com a transformação social de nosso país.

Além disso, setou dando aula agora em um colégio Estadual ao ensino médio, o que está se configurando numa experiência nova e gratificante para mim. Começo do ano trabalhei com o fundamental em um colégio particular - que foi uma experiência boa, mas conturbada. Mas, agora estou podendo realmente realizar um bom trabalho, e tenho ficado feliz com a participação dos alunos, especialmente por conseguir trabalhar com eles temas transversais através do conteúdo e do Cinema.

Acompanhando alguns debates desenvolvidos na universidade por alguns professores de História (Behar, Solange e Damião), pude levar a eles um debate mais amadurecido (que eu até então não possuía), sobre política de cotas, e me surpreendi com os resultados. Parece que agora estou realmente no caminho certo, construindo alguma coisa que espero que tenha boas repercussões!

Fico por aqui.

=]

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Batepapo

Dado o caráter de "Blog acadêmico" ou "engajado" que quis dar a este blog - e abandono do MolhoShoyu, não escrevi aqui, tampouco em outro lugar, nenhum post de 'conversa de bar'. Mas acho que é chegada a hora.

Ontem, na mesma data, em 1839, nascia Machado de Assis, escritor fluminense que mais gosto. Pensando nisso, lembrei que durante muito tempo meu maior objeto de consumo - e não me condenem por usar essas palavras, já que me coloco como militante marxista - era um livro sobre ele: Machado de Assis Historiador de Sidney Chalhoub, no qual o autor faz uma análise histórica da sociedade brasileira do século XIX a partir dos textos machadianos.
O fato é que, mesmo após longo tempo no curso de História, apenas após entrar para o Movimento Estudantil, surgiu um interesse genuíno de estudar História do Brasil. Até então, minha relação com o passado de nosso país era nebulosa: embora estivesse ao meu redor o tempo todo, mal a reconhecia, ligando-me a ela por certa paixão a Machado e outros escritores de literatura nacional. Certamente o leitor achará (já plagiando a escrita do Pai de Casmurro e Brás Cubas) isso medíocre - e talvez até seja -, mas isso aconteceu e acho que faltava certa maturidade - leiase consciência - para reconhecer certas coisas e surgirem certos interesses. Em resumo: considero que esse fenômeno não é apenas mais um caso de alienação, de mediocridade, or whatever you wanna call it, minha. Isto é antes de mais nada um reflexo de nossa sociedade. Sei que existem milhões de pessoas na mesma situação, mas que nunca terão essa consciência que me surge agora e me faz sentir certo constrangimento.

Tal descoberta não é simples, causa grande embaraço, mas principalmente tristeza, tristeza de ver que nosso país se encontra nessa situação. Às vezes, penso que a entrada no Movimento estudantil, dado o crescimento, em vários aspectos que tive ali, pode ser uma das formas de se abrir para esse mundo político que é tão angustiante, mas ao mesmo tempo fascinante: causa angústia na medida em que reconhecemos o real caráter da sociedade em que vivemos, mas fascinante em pensar que podemos ser agentes de alguma mudança e alcançar um mundo melhor.

Certamente alguém lerá e achará que isso é romantismo, palavras de um jovem deslumbrado com algo que mal conhece e que ainda irá se frustar. E certamente não se pode idealizar demais o Movimento Estudantil, não demorei a aprender isso. Além disso, lutar por mudanças é algo muito dolorido e que nos cansa em diversos momentos - dada as dificuldades monumentais que encontramos. Mas, que fazer quando ficamos diante dessa imobilidade social, dessa alienação nossa ou alheia? Que fazer frente às desigualdades, ao sofrimento humano? Há outra alternativa consciente além de nadar contra essa correnteza?

É muito confortável fecharmos os olhos para os pedintes, para as mortes, para as guerras e para tudo que nos rodeia e seguirmos nossas vidas, preocupados com nossos conflitos individuais, mas é essa a saída que realmente queremos?

Para concluir, não esquecendo o aniversário de nosso maior escritor brasileiro, faço um apelo: leiamos Machado! O que esse grande homem, nascido tão pobre e que ascendeu a burguesia do século XIX, tem a nos dizer sobre nós, sobre o Brasil, sobre a humanidade? Leiamos Machado, aprendamos com seu olhar e linguagem irônicos a manter certo distanciamento dos aparatos sociais, dos rituais que regem nossa apodrecida sociedade. Sejamos estranhos a esta sociedade, sejamos críticos a ela: digamos não à TV, ao Cinema comercial, às propagandas, à História Oficial, ao jornal, e a muito mais - não! - eles não nos representam. Nós não somos o que eles tentam nos convencer. Não há natureza humana imutável e, tampouco, o estilo de vida burguês é algo universal. Neguemos esse universal, esse universal que tentam nos fazer engolir, goela abaixo, sem nenhum tempero ou cozimento, mas com vidro, com gelo e com estrume - tão dilacerantes, frios e fétidos como as idéias e ideologia desses que tentam nos enganar.